Turismo de inclusão no Hotel do Mar

Um grupo de portadores de deficiência aceitou o desafio da Disabled Divers Internacional (DDI) e, entre familiares e convidados, usufruiu de uma tarde diferente, no Hotel do Mar, em Sesimbra, promovida pelas I Jornadas de Mergulho Sem Barreiras.

Carina Brandão, 27 anos, foi uma delas. Sofre de Polineuripatia muscular e estava longe de imaginar a sensação que iria sentir ao mergulhar no fundo de uma piscina. «É um sentimento de completa liberdade, realça, desejando repetir a experiência. Nuno Vitorino, 33 anos, paraplégico, diz ter já experimentado muitas actividades radicais ao longo da sua vida, mas garante que esta é a mais enriquecedora. «Andar debaixo de água fez-me sentir livre e muito mais forte», relata.

Paulo Guerreiro, instrutor e um dos representantes da DDI em Portugal, associação que com o apoio de médicos promove o mergulho para pessoas com deficiência, recorda que «para além da importância da acção, que fomenta o convívio e a troca de experiências, estas actividades são fundamentais para promover um turismo mais inclusivo». Para o impulsionador da actividade, o mergulho é mais do que uma terapia de reabilitação, é como uma nova forma de afirmar a igualdade de direitos para todos e, «ser o mais normal possível é a grande vontade destas pessoas».

Daniel Zuber, instrutor e formador, com experiências por todo o mundo, explicou que o mergulho já é utilizado como terapêutica alternativa, em Portugal. «Muitos especialistas na área da saúde reforçam a ideia da actividade ser adoptada como terapia de reabilitação para pessoas com deficiência, à semelhança do que acontece noutros países». Para o fisioterapeuta, os benefícios gerados pelo mergulho são muitos e únicos, por isso congratula-se com este tipo de iniciativa, que na sua opinião deveria acontecer com mais regularidade.

Fonte: CMS



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